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As primeiras Damas do Atletismo Brasileiro

Quer conversar sobre a luta feminina no esporte?

A Maratona do Rio convida a grande ex-atleta Eleonora Mendonça para se reunir a outros grandes nomes do atletismo Aída dos Santos, Conceição Geremias, Érica Lopes e Silvina Pereira na Roda de Conversa – As Primeiras Damas do Atletismo Brasileiro, com moderação da renomada jornalista esportiva Márcia Vieira.

No próximo sábado (14/08), das 15h às 17h30, no Centro Cultural dos Correios no Centro do Rio de Janeiro. Não perca a oportunidade de ouvir e conversar com mulheres que fizeram história no atletismo brasileiro sobre suas trajetórias, conquistas e a luta pela igualdade de gênero no esporte! 💚

A roda de conversa faz parte da exposição “Eleonora Mendonça – Uma Brasileira Pioneira” e marca o lançamento do projeto “As Primeiras Damas do Atletismo Brasileiro” do Instituto Eleonora Mendonça.

O evento é gratuito e seguirá todos os protocolos de saúde. Esperamos você! Vagas limitadas.

#MaratonaDoRio
#VivaaSuaMaratona
#EleonoraMendonça 

Sobre as damas:

Aída dos Santos Menezes (Rio de Janeiro1 de março de 1937) é uma atleta brasileira, especialista no salto em altura.[1]

Nasceu prematura, caçula entre seis irmãos, filha de um pedreiro alcoólatra e uma lavadeira. Vivia com a família no Morro do Arroz, favela de Niterói. Durante o primário trabalhava de doméstica e estudava com fome. Descoberta pelo Fluminense, na primeira competição que ganhou levou uma surra do pai, que disse que medalha não enche barriga. Quando estava no Vasco, não ia aos treinos porque usava o dinheiro da passagem para comprar comida.[1]

Para cursar faculdade, ia às aulas de manhã, trabalhava à tarde e treinava à noite. Formou-se em geografia, educação física e pedagogia. De 1975 a 1987, foi professora de educação física na Universidade Federal Fluminense (UFF).[1]

Participou de duas edições dos Jogos Olímpicos. Em Tóquio 1964, ficou em quarto lugar no salto em altura.[2] Naquela edição dos Jogos, Aída foi a única mulher da delegação brasileira, e a única do atletismo. A ela nenhuma estrutura foi fornecida: viajou sem técnico e sem material para competir. Nem sequer tinha roupa para a Cerimônia de Abertura: usou um uniforme adaptado de outra competição. Mesmo assim, se transformou na primeira mulher do Brasil a disputar uma final olímpica.[3]

Quatro anos depois, nos Jogos da Cidade do México, ficou em vigésimo no pentatlo.[4]

É mãe da jogadora de voleibol Valeska Menezes, e tem um instituto para promover a inclusão social por meio do atletismo e do voleibol. Em 2006, Aída dos Santos recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva no Prêmio Brasil Olímpico,[5] e em 2009 foi agraciada com o Diploma Mundial Mulher e Esporte, uma premiação especial do Comitê Olímpico Internacional.[6]

Conceição Aparecida Geremias (Campinas23 de julho de 1956) é uma atleta brasileira, especialista em heptatlo.

Criada na roça, sem tênis, sapatilha ou grandes condições financeiras. As dificuldades se apresentaram ainda cedo na vida da campineira Conceição Geremias. Nada, entretanto, foi capaz de atrapalhar seu sonho de realizar aquilo que ela acredita ter nascido para fazer: praticar atletismo. Diferente das pistas em que dava show correndo ou saltando, a atleta não fugiu dos empecilhos, bateu de frente com o preconceito e brilhou, tanto quanto suas centenas de medalhas de ouro.
A atleta teve a vida no esporte marcada pela persistência, onde o atletismo se tornou uma alternativa de vida, que agarrou com todas as forças.

Conceição começou sua carreira de atleta profissional em 1970, integrando a equipe de atletismo da 1ª CCE – Comissão Central de Esporte. Começou a competir na seleção adulta quando ainda tinha 14 anos, idade para disputar pela seleção infantil.

Seu primeiro treinador foi o atleta olímpico Argemiro Roque, o primeiro a enxergar nela o talento para ao atletismo. Na atualidade sua treinadora é Rita de Cássia, irmã da atleta, que se especializou em treinamento de alto rendimento para ajudá-la.

Já participou de três Olimpíadas: Moscou 1980Los Angeles 1984 e Seul 1988. Participou também da Copa Pan-Americana (1981); Jogos Pan-Americanos de 1983 em Caracas. É decacampeã Mundial Master (1995 a 2009 e 2013 a 2015) e participou de onze Jogos Sul-Americanos. Seu primeiro sul-americano disputado foi em Lima, no Peru, no ano de 1971.

Tornou-se um dos maiores nomes do atletismo feminino do Brasil ao conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1983 em Caracas, vencendo o heptatlo com 6.017 pontos, recorde sul-americano.[1]

Considerada uma das melhores atletas de heptatlo, foi a primeira brasileira na história a ganhar a medalha de ouro no heptatlo, mantendo seu recorde sul-americano por 25 anos, que foi batido nas Olimpíadas de 2008 em Pequim, por Lucimara Silvestre, marcando 6.133 pontos

Hoje Conceição compete na categoria master, em provas de arremesso de peso, salto triplo, salto em distância e 80 metros com barreira

Érica Lopes (Gazela Negra)  Nascida em 24 de julho de 1936, Érica Lopes da Silva chegou ao Flamengo em 1960, com 24 anos, depois de breves passagens pelo Internacional (RS), onde foi revelada, e pelo Grêmio (RS). Ela é considerada a maior velocista do Atletismo rubro-negro de todos os tempos.

 Suas especialidades eram os 100m e 200m rasos. Em 1963, ela se sagrou tricampeã sul-americana e um jornal venezuelano estampou: “A atleta que corre sorrindo”. Na realidade eram seus músculos faciais que relaxavam.

Em 1962, competiu e venceu uma prova no dia do enterro de sua irmã. O presidente do clube Fadel Fadel entregou uma carta-homenagem à Gazela Negra.
Em 1974, voltou ao clube como treinadora e ficou no Flamengo até os anos 90.
Pelo Grêmio, ela ganhou a medalha de ouro nos 100m rasos e nos 200m rasos do Troféu Brasil de 1958.

A última foto mostra a jovem Erica Lopes com a camisa Tricolor do Grêmio, que era muito forte neste esporte antes de fechar seu departamento de atletismo.

Silvina das Graças Pereira nasceu em Vassouras a 31 de outubro de 1948, tornou-se atleta do nosso clube em 1965 e é uma das mais destacadas figuras ‘vassourenses’.

“Atleta do Botafogo, foi tricampeã estadual de Atletismo em 1965, 66 e 67. Disputou o Campeonato Sul Americano de Atletismo em 1969, em Quito, no Equador. Com quatro medalhas de ouro, foi considerada a melhor atleta da competição. No Pan de Cali, na Colômbia, em 1971, foi prata no salto em distância. Em 1975, no Pan da Cidade do México, foi bronze nos 200 metros rasos. Nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, representou o Brasil no salto em distância e nos 200 metros rasos.”

Sócio emérita do Botafogo de Futebol e Regatas e Medalha de Mérito da Confederação Brasileira de Atletismo, Silvina foi galardoada, no dia 12 de Dezembro de 2011, pela Câmara de Vassouras, com a Medalha Carlos Alberto Delegado de Oliveira, cujo objetivo é premiar vassourenses que se destaquem na prática esportiva.

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